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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

A ERA DOS EXTREMOS

O historiador e escritor Eric J. Hobsbawm era de descendência judaica, nasceu no Egito em 1917. Neste período o Egito era um protetorado (período de domínio) inglês. Após a morte de seus pais foi criado pela tia materna, mudando-se para Londres, por causa da perseguição nazista.

Na sua obra a Era dos Impérios relata o período entre 1875 – 1914, começando pela dicotomia global entre países desenvolvidos e países não desenvolvidos analisando até o início da Primeira Guerra Mundial.

Neste livro, destaca-se que o período foi uma corrida entre impérios europeu e estadunidense em busca da dominação territorial da África e Ásia (região do Pacífico), para implementação de indústrias, exploração dos recursos (matérias – primas) e mercado consumidor, em outras palavras, a visão imperialista de ampliar os negócios por meio de exploração.

De acordo com sua pesquisa, as potências objetivaram explorar territórios em busca de mão de obra barata, conquistar novos mercados e o principal de tudo à busca de matérias primas no continente africano e asiático.

Como consequência imediata das ações imperialistas, os povos africanos tiveram seus territórios distribuídos entre os impérios: britânico, francês, belga, alemão, português, e ainda o espanhol mesmo que em menor escala. Potências como a França foi quem ocupou a maior parte da África Ocidental, no entanto a parte mais produtiva ficou com os britânicos.

Foi um período que prevaleceu o interesse das potencias europeias e da burguesia capitalista que se justificava por meio do discurso ideológico civilizatório, cientificista, religioso priorizando a posição de superioridade, isto é, sendo superiores aos povos de pele escura favorecendo a política imperialista em detrimentos das sociedades já existentes, quer seja no continente africano como na região na Ásia.

A divisão dos territórios e a disputa entre as grandes potenciais, a expansão capitalista e dominação europeia na África e Ásia desembocou em drásticas consequências, podemos citar, a Primeira Guerra Mundial.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

FINLEY, Moses I. Democracia antiga e moderna.

O historiador Moses I. Finley (1912-1986) foi um importante pesquisador voltado aos estudos de História Antiga Greco-Romana dando um novo olhar para a antiguidade.

Em sua obra clássica “Democracia Antiga e Moderna” aborda e compara os fundamentos da democracia tanto no aspecto clássico quanto contemporâneo tomando como base a democracia que teve sua origem na Grécia antiga – precisamente na Cidade-Estado de Atenas nos séculos V e VI a.C.

O próprio autor menciona que propõe desenvolver um discurso dialético entre as concepções da Grécia antiga e as modernas, dentro dos limites em que é possível discutir-se dois mundos tão radicalmente diferentes.

Um destaque histórico importante, e observado por este autor está no fato que na Grécia Antiga nem todos tinham os mesmos privilégios, uma vez que parte daquela sociedade ficava a margem pelo fato de não serem considerados cidadãos, isto é, não participavam das assembleias.

Por exemplo, eram considerados cidadãos homens livres de pai e mãe ateniense. No grupo dos excluídos da atividade política estavam as mulheres, escravos e estrangeiros.

O autor explica que para se destacar durante a Assembleia, o cidadão ao pedir a palavra, para ter êxito deveria dominar a arte da oratória e retórica (discurso expositivo e argumentação/convencimento) para que os participantes aceitassem a proposta exposta e defendida.

Contudo, o autor explica que demagogos articulados a certos interesses poderiam influenciar os presentes beneficiando um determinado grupo. Finley analisa que o surgimento de facções é considerado um perigo a democracia.

Finley constata uma problematização no berço da democracia Ateniense, pois verificou que na visão de alguns filósofos, dentre eles Platão (defendia que a política deveria ficar na mão de especialistas/políticos profissionais), isto é, para este filósofo à iniciativa popular era desastrosa e que governo do povo, pelo povo e para o povo é uma ingênua ideologia.

De acordo com Finley, em sua República, Platão propôs concentrar o poder nas mãos se uma pequena classe seleta, estudada adequadamente, em outras palavras, especialistas adequados, livre de todos os interesses especiais até mesmo da propriedade privada e família para que levassem o Estado a atingir suas metas apropriadas.

Como contraponto, em relação aos aspectos da democracia ateniense e do mundo contemporâneo, compreende que o fundamento da democracia está na participação direta, sem mediação, pois somente assim o cidadão se percebe inteiramente como um sujeito político.


Na Atenas Clássica, a sociedade e o governo eram considerados uma única instituição, ou seja, era direta pelo fato dos cidadãos terem o direito de decisão, diferente da democracia contemporânea em que os eleitos representam quem eles querem, ou seja, um formato no qual o povo transfere o poder de decisão.

Enfim, essa forma de democracia separa a população do governo que assumi uma condição superior, por isso, Finley ao considerar o modelo contemporâneo compreende que não pode ser chamado de democracia, pois cabe ao Estado ficar afastado das classes ou de outros interesses facciosos. Ao Estado cabe os objetivos devem ser morais, atemporais e universais.


FINLEY, Moses I. Democracia antiga e moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

Ademir Junior: Mestre em Psicologia Educacional/Pesquisador em Educação.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

ESTRANHOS A NOSSA PORTA (BAUMAN, ZIGMMUND)


O sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1925 – 2017) legou um importante estudo sobre o fluxo migratório na Europa que se convencionou chamar de crise migratória como uma grande tragédia que se abateu sobre as populações migrantes.

A análise baumaniana identifica as condicionantes psicológicas que abrem um flanco para o ódio, o medo e a rejeição das populações europeias quanto aos migrantes económicos e refugiados de guerras, assim como aborda diversos ângulos das agruras e violações (físicas e psicológicas) a que estão sujeitas as populações migrantes no solo europeu.

Problematiza sobre, o sentimento de ameaça ao bem estar da sociedade europeia sobre  o sonho do mundo idealizado pelo liberalismo, por isso, explica que a fragilidade existencial e a precariedade das condições sociais humanas nos tempos globalizados, insuflada pela competição pelo mercado de trabalho e melhores condições de vida, criam uma profunda incerteza e medo nas sociedades invadidas pelos (estranhos/migrantes), que batem a (nossa porta/países europeus) e a quem se torna mais fácil culpar por todos os males gerados pela conjuntura política e económica da globalização.

De certa forma, Bauman, neste ponto, assemelha-se aos críticos da globalização hegemónica. Neste mesmo sentido está associado as pesquisas de Milton Santos na sua obra (Território, Globalização e Fragmentação) que aponta as mazelas da globalização.

Em primeiro lugar, porque a tragédia migratória tem como causa, em parte, as ações desastradas, mal conduzidas e calamitosas das expedições militares do mundo desenvolvido em países como Afeganistão, Iraque, Síria, entre outros Estados falidos

Essas intervenções, que buscaram substituir muitas vezes Estados ditatoriais, geraram desordem e violência por parte de grupos tribais e sectários, instigados pelo comércio global de armas, que é mantido pela indústria armamentista globalizada em busca de lucros.

Para Bauman, num mundo tomado por Estados (fracos/países de economia pobre), quase submersos em termos políticos, económicos e de proteção aos direitos de suas populações, estimulou- -se uma série de guerras tribais, sectárias e o banditismo.

Num mundo cada vez mais desregulado, desterritorializado e fora de ordem, a chegada dos migrantes provoca estranheza e receios de ordem económico-política, cultural e social nas populações receptoras, assim como medo de que sua segurança física esteja ameaçada.

Para Bauman esse pânico geraria animosidade, estímulo ao abuso e violência para com os migrantes, que já estão em situação de trágica vulnerabilidade

Bauman alerta inclusive para os perigos do oportunismo político, em que os partidos políticos, através das figuras públicas de seus candidatos, e os próprios mediam e ampliam o discurso xenófobo, racista sem precedentes, no intuito de angariar dividendos eleitorais ao promoverem soluções como (muros, cercas, deportações e outros obstáculos).

Enfim, Bauman, responde que o efeito colateral da globalização não está na construção de muros, na deportação maciça de imigrantes ou na criminalização e exclusão dos migrantes, mas encontra-se no diálogo multicultural, no intercâmbio e na compreensão mútua, no respeito recíproco para negociar conjuntamente a superação dos obstáculos.

 

BAUMAN, Zigmmund. Estranhos à nossa porta. Rio de Janeiro: Zahar, 2017.

SANTOS, Milton; Maria A. SOUZA; SILVEIRA, Maria L. Território, Globalização e Fragmentação. São Paulo: Hucitec, 1994.

 

Ademir Junior: Mestre em Psicologia Educacional/Pesquisador em Educação.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

A IMIGRAÇÃO - (SAYAD, ABDELMALEK)

Abdelmalek Sayad (1933 – 1998) estudou a emigração argelina para a França, ou seja, como a imigração em massa constituiu-se um fato social completo, portanto objeto sociológico e antropológico.

Em sua pesquisa verifica como a maioria dos emigrantes argelinos não tinham condições de sobrevivência em seu país de origem (Argélia), isto é, as condições de vida são eram precárias. Durante a década de 1990 a Argélia ocupou no ranking do IDH mundial as posições entre (150º a 160º)

Compreende a imigração em primeiro lugar um deslocamento de pessoas no espaço, e inicialmente do espaço físico, dessa forma associa a Demografia e Geografia.

Contudo, amplia este fato social que os deslocamentos também é um espaço qualificado em muitos sentidos, socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente sobretudo através de duas realizações como a língua e religião.

Seu método se constituir explicitar ao longo das falas dos imigrantes ou daqueles que ficaram na Argélia entender as relações familiares o que chama de biografias reconstruídas através do método da mensagem oral a mensagem gravada. Logo, Sayad revela como ocorre a comunicação entre aquele que ficou e o que partiu através de mensagem gravada.

As mensagens gravadas se fundamentam no fato de que pessoas analfabetas mandavam por meio de gravação de voz aos familiares que estavam em situação de imigrante na França. Pode- se dizer que o método empregado possui dupla dimensão em relação ao fato coletivo e a dimensão individual.

Portanto, Sayad desmistificou o uso das biografias, das histórias de vida, método que ele considera importante, pois as histórias de vida, biografias constituem uma fonte – um artifício – para superar a indigência resultante da falta de arquivos, documentos, dados sociais que permitam comparações.

SAYAD Abdelmalek. Imigração ou os paradoxos da alteridade. São Paulo: Edusp,1998.


Ademir Junior: Mestre em Psicologia Educacional/Pesquisador em Educação.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA

A Geografia é uma área do conhecimento fundamental, pelo fato de gerar as condições necessárias no sentido da “compreensão da realidade espacial”, do lugar onde se vive, bem como das relações entre sociedade e natureza. Neste sentido, a geografia, se constitui como um conhecimento que prioriza leitura do mundo, ou seja, o conhecimento da formação espacial e desenvolvimento espacial. E ainda, pontos conceituais relevantes para a análise do espaço como escala, extensão, localização, sistemas de coordenadas, paisagem. Como disciplina escolar, prioriza a partir das situações geográficas vivenciadas pelas estudantes novas formas de abordagem internacionalizada, principalmente no que se diz respeito a alfabetização geográfica. Logo abaixo segue questões de relevância dessa ciência. 


● O contato intencional e orientado com os conhecimentos geográficos é uma oportunidade para compreender o mundo em que se vive. Neste caso, os estudantes precisam ser estimulados a pensar espacialmente, desenvolvendo o raciocínio geográfico. 



● A alfabetização cartográfica (ler e interpretar o espaço próximo ou distante através de símbolos que se relacionam entre si) cria condições para que o estudante leia o espaço vivido e escreva sobre um determinado fenômeno observado. 


● O processo de alfabetização cartográfica ocorre de forma gradual, em função da complexidade das relações, dinâmicas e dos fenômenos estudados, da faixa etária do estudante e da necessidade de construção de referenciais espaciais. 

● O Currículo Paulista de Geografia do Ensino Fundamental está organizado com base nos princípios e conceitos da Geografia contemporânea (engloba temas que se relacionam diretamente com outras áreas do conhecimento, tais como História, Economia, Política Internacional, entre outras). 

● O foco do ensino de Geografia hoje está no estudo do espaço geográfico, conceito que pode ser entendido como produto das relações sociais, econômicas, políticas, culturais, simbólicas e ambientais que nele se estabelecem. Nessa perspectiva, as relações definidas entre os elementos naturais e os construídos pela atividade humana, são regulados pelo “tempo da natureza” (processos bioquímicos e físicos, responsáveis pela produção e interação dos objetos naturais) e pelo “tempo histórico” (marcas acumuladas pela atividade humana como produtora de artefatos sociais). 

● É importante ressaltar que constam do organizador curricular as habilidades para cada ano do Ensino Fundamental e que cabe ao professor recorrer aos diferentes materiais de apoio e tipos de recursos pedagógicos, para ampliar as possibilidades de trabalho de acordo com as especificidades do componente e da área de conhecimento e para garantir a interdisciplinaridade, a integração com habilidades de outras áreas e a articulação com as competências gerais da BNCC. 

● As diferentes fontes permitem diversificar os meios de informação e enriquecem o tratamento didático dos diversos temas. 

● Em uma mesma atividade a ser desenvolvida pelo professor, os alunos podem mobilizar, ao mesmo tempo, diversas habilidades de diferentes unidades temáticas. 

● O Currículo Paulista de Geografia apresenta cinco unidades temáticas para o Ensino Fundamental, ao longo dos nove anos: “O sujeito e seu lugar no mundo”, “Conexões e escalas”, “Mundo do trabalho”, “Formas de representação e pensamento espacial” e “Natureza, ambientes e qualidade de vida”. 

● As cinco unidades temáticas para o Ensino Fundamental foram organizadas visando a construção progressiva dos conhecimentos geográficos, segundo um processo pautado na investigação e na resolução de problemas, com ênfase na aprendizagem dos conceitos e princípios geográficos a partir de diferentes linguagens. 

● É fundamental uma atenção cuidadosa na transição do 5º ano (Anos Iniciais) para o 6º ano (Anos Finais) e na transição do 9º ano (Anos Finais) para a 1ª série (Ensino Médio), no que se refere à progressão das habilidades e à complexidade dos conceitos e conteúdos trabalhados na Geografia.


BNCC-Competências de Geografia                     Currículo Paulista - Competências de Geografia
  1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.
  1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/ natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas;
  1. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.
  1. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história;
  1. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.
  1. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem;
  1. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.
  1. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas;
  1. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.
  1. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia;
  1. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.
  1. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza;
  1. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.
  1. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.




Referências:

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf> . Acesso em: 28 jan. 2020.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista. Disponível em:
<http://www.escoladeformacao.sp.gov.br/portais/Portals/84/docs/pdf/curriculo_paulista_26_07_2019.pdf>. Acesso em: 18 fev. 2020.



Cite este trabalho
SANTOS JUNIOR, Ademir B. dos. Componente curricular: geografia. Blogger, 2020. Disponível em:&https://profademirjunior.blogspot.com/2020/02/componente-curricular-geografia.html>. Acesso em:

A TRANSIÇÃO DOS ANOS INICIAIS PARA OS ANOS FINAIS

Compreender a transição dos estudantes, dos Anos Iniciais (1 ao 5 )aos Anos Finais (6 ao 9), por parte dos profissionais da educação, requer tanto um olhar pontual como atenção especial, pois se trata de um processo de transformações biológicas, psicológicas, sociais, emocionais e cognitivas. 

Estudantes que acessaram os Anos Iniciais aproximadamente aos 6 (seis) anos concluem esta primeira etapa da educação aproximadamente aos 10 (dez) anos de idade. Logo, no 6º ano, estes estudantes modificam as relações sociais e os laços afetivos, intensificam suas relações com os pares de idade, acelerando o processo de ruptura com a infância na tentativa de construir valores próprios.

Em relação ao processo de alfabetização nos Anos Iniciais, os estudantes desenvolveram a capacidade de representação, imprescindível para a aprendizagem da leitura e escrita cujo desenvolvimento também se associa aos usos sociais de onde vêm as crianças.

Já na faixa etária entre 10 e 11 anos, ampliam-se as possibilidades cognitivas, o que resulta na capacidade de realização de raciocínios mais abstratos, pois agora possuem a capacidade de ver as coisas a partir do ponto de vista dos outros. Esta habilidade de descentralização é importante na construção da autonomia, protagonismo, atitudes e valores éticos.

Destarte que, essa condição permite intensificar na aprendizagem de novas habilidades e competências que são pertinentes aos componentes da História e Geografia.

A gestão pedagógica, os docentes, funcionários, bem como a comunidade escolar devem ficar atentos a esse processo de desenvolvimento, no qual buscarão métodos de trabalho pedagógico, diálogo com os estudantes e sempre, dando ênfase aos aspectos da intencionalidade, assim como garantir continuidade ao processo de aprendizagem.

ATITUDE HISTORIADORA: BNCC E CURRÍCULO PAULISTA

De acordo com Marc Bloch na sua famosa obra "Apologia da História: ou o ofício do historiador" a História, enquanto Ciência é o estudo do homem no tempo. Para este importante historiador, a História não deve ser reduzida ao estudo apenas do passado (passado pelo passado) ou ser associado apenas aos aspectos da (arte). Trata-se de uma ciência interpretativa com métodos próprios, abordagem teórica e epistemologia, isto é, condições necessárias para à produção do conhecimento científico. Sobre o Componente Curricular em História pode ser considerado alguns pontos importantes:

● O saber histórico na sala de aula possibilita um duplo movimento, pois de um lado, tenta-se compreender aspectos do presente por meio do passado, bem como reelaborar a história a partir de novos questionamentos. E ainda, contribuir para a construção das identidades dos diferentes grupos que constituem a sociedade.

● A aprendizagem de História é um exercício importante de humanização e socialização, pois nos coloca em contato com o outro por meio do conhecimento de outras experiências humanas, em lugares e épocas distintas. 
● Na BNCC, um dos principais objetivos do componente curricular é estimular a autonomia de pensamento por intermédio do reconhecimento de diferentes sujeitos, histórias, condutas, modos de ser, agir e pensar sobre o mundo. De acordo com o Currículo Paulista o estudante é um ser ativo no seu processo de aprendizagem. Essa forma de aprender e ensinar contribui para a formação do estudante como protagonista. 
● Um dos desafios que se coloca é a necessidade de estudantes e professores assumirem uma “atitude historiadora”, dando destaque ao uso das fontes históricas em suas diferentes linguagens, realizando progressivas operações cognitivas com as fontes para descrevê-las, analisá-las, compará-las, questioná-las, produzir um discurso sobre o passado e compará-lo com outros discursos já produzidos.

● O termo “atitude historiadora” refere-se ao movimento que professores e estudantes devem realizar para se posicionarem como sujeitos frente ao processo de ensino e aprendizagem indo a campo (professores e alunos) para observar contextos, entrevistar pessoas, consultar arquivos, bibliotecas, centros de documentação, visitar os lugares de memória, os museus, explorar acervos digitais, coletar e analisar materiais e, por fim, criar seus próprios registros (como, por exemplo, até mesmo centros de memória na própria escola).

Priorizar métodos investigativos em comum e de temáticas semelhantes. (Re)conhecer, identificar, pesquisar, classificar, comparar, diferenciar, interpretar, compreender, analisar, refletir criticamente, criar/produzir conhecimento a respeito das sociedades humanas em diferentes tempos e espaços, mobilizando várias linguagens (textuais, iconográficas, cartográficas, materiais, orais, sonoras e audiovisuais).

● O que se tem de desafiador em relação a “atitude historiadora” está no uso das fontes históricas em suas diferentes linguagens: escritas (cartas, jornais, inventários etc.); orais (entrevistas, relatos etc.); imateriais (como festas, saberes populares e tradição oral) e materiais (tais como: objetos, construções e indumentária); audiovisuais (inclusive ficcionais); cartográficas e iconográficas (pinturas, desenhos, fotografias, entre outros). 
● As diferentes fontes permitem diversificar os meios de informação e enriquecem o tratamento didático dos diversos temas. 

● No Currículo Paulista, algumas habilidades foram criadas com o objetivo de desenvolver aprendizagens sobre o percurso histórico do Estado de São Paulo e da sua população.

● Assim, no ciclo de alfabetização (1º e 2º ano), propõe-se o estudo do contexto do estudante: o conhecimento de si, do outro, da família, da escola e da comunidade, em continuidade aos saberes desenvolvidos na Educação Infantil, por meio do campo de experiência: “O eu, o outro, o nós”.

● No 3º ano, amplia-se o objetivo para o estudo da trajetória do município e dos grupos que o formaram. 

● No 4º e 5º ano há uma alteração significativa, tendo em vista o que tradicionalmente é aprendido nesta fase, em que a História se desloca do particular e da localidade onde se vive para tempos e espaços mais longínquos.

● Assim, alguns temas geralmente trabalhados no 6º ano migraram para o 4º e 5º, como o surgimento dos seres humanos e o nomadismo, tendo como ponto de partida o tempo presente marcado por intensos e sucessivos movimentos migratórios. Outros objetos de conhecimento como o aparecimento da escrita, da agricultura e de outras tecnologias também podem garantir esta progressão.

● Além da BNCC, a educação integral do estudante também remete aos 4 Pilares da Educação, apresentada no relatório da UNESCO para a educação no século XXI, com destaque para uma educação que ultrapassa a aprendizagem sobre técnicas e que define os saberes essenciais: aprender a conhecer, aprender a ser, aprender a conviver e aprender a fazer.

● Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, a abordagem cronológica, mais comum, foi preservada como na BNCC. Além das temáticas tradicionais, com ênfase nas experiências brasileiras e latino-americanas, procurou-se destacar o papel das mulheres, além do engajamento e das conquistas dos grupos marginalizados na história. 

● Já no componente de História a estrutura segue a divisão do “quadripartismo histórico” (Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea).

● Estruturado ano a ano, em unidades temáticas, habilidades e objetos do conhecimento e foram acrescentadas duas competências para contemplar a contextualização atual com ênfase nas experiências brasileiras e latino-americanas (mulheres, marginalizados, por exemplo).

Competência 8. Compreender a história e a cultura africana, afro-brasileira, imigrante e indígena, bem como suas contribuições para o desenvolvimento social, cultural, econômico, científico, tecnológico e político, e tratar com equidade as diferentes culturas.

Competência 9. Compreender, identificar e respeitar as diversidades e os movimentos sociais, contribuindo para a formação de uma sociedade igualitária, empática, que preze pelos valores da convivência humana e que garanta direitos.

BNCC - Competências específicas de História               Currículo Paulista - Competências Específicas de História
1.    Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
1.     Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
2.    Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.
2.     Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica
3.    Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.
3.     Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.
4.    Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
4.     Identificar interpretações que expressam visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
5.    Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
5.     Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
6.    Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica.
6.     Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos da produção historiográfica.
7.    Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
7.     Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação, posicionando-se de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.

8.     Compreender a história e a cultura africana, afro-brasileira, imigrante e indígena, bem como suas contribuições para o desenvolvimento social, cultural, econômico, científico, tecnológico e político e tratar com equidade as diferentes culturas.

9.     Compreender, identificar e respeitar as diversidades e os movimentos sociais, contribuindo para a formação de uma sociedade igualitária, empática, que preze pelos valores da convivência humana e que garanta direitos.


Referências:


BLOCH, Marc Leopold Benjamim. Apologia da História: ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf> . Acesso em: 28 jan. 2020.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista. Disponível em:
<http://www.escoladeformacao.sp.gov.br/portais/Portals/84/docs/pdf/curriculo_paulista_26_07_2019.pdf>. Acesso em: 18 fev. 2020.



Cite este trabalho
SANTOS JUNIOR, Ademir B. dos. Componente curricular: história. Blogger, 2020. Disponível em: &https://profademirjunior.blogspot.com/2020/02/componente-curricular-historia.html>. Acesso em:

segunda-feira, 18 de junho de 2018

6º ANO - SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 AS PAISAGENS DA TERRA: PÁGINAS 28 A 30

VÍDEO 1: Sounbel, no coração da savana



YOUTUBE: Sounbel, no coração da savana. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=i5wBVNwQT-c&t=2s. Acesso em 18 de jun. 2018.


VÍDEO 2: Viajando pelo Deserto do Saara, um dos maiores do planeta



YOUTUBE: Viajando pelo Deserto do Saara, um dos maiores do planeta. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OnBa8M0Kn_A. Acesso em 18 de jun. 2018.


Ademir Junior: Pesquisador/Mestrando em Psicologia Educacional/Especialista em Educação

domingo, 3 de junho de 2018

TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DE UM RIO

Ao longo do seu curso, os rios realizam três trabalhos geológicos essenciais para a construção e modificação do relevo - a erosão, o transporte e a sedimentação. No caso da sedimentação consiste na deposição dos materiais ao longo do leito ou nas margens; é ordenada segundo as dimensões, o peso dos detritos e a velocidade da corrente: os materiais mais pesados e de maiores dimensões depositam-se mais para montante os de pequenas dimensões e mais finos depositam-se próximo da foz (a jusante) ou são transportados para o mar. A deposição de materiais nas margens desempenha um papel importante quando da ocorrência de cheias. O percurso de um rio pode ser estudado através do seu perfil longitudinal e do seu perfil transversal. Em uma área urbana os detritos como lixo garrafas plásticas e ainda outros podem ser transportados, todavia polui o rio.

Ademir Junior: Pesquisador/Mestrando em Psicologia Educacional/Especialista em Educação

domingo, 27 de maio de 2018

FOTOS DO SATÉLITE DE CIDADES À NOITE

FOTOS DO SATÉLITE DE CIDADES À NOITE

Referente as páginas 23 e 25.




YOUTUBE. A humanidade visto do espaço. Disponível em: . Acesso em: 27 de maio de 2018.




YOUTUBE. A humanidade visto do espaço. Disponível em: . Acesso em: 27 de maio de 2018.


Ademir Junior: Pesquisador/Mestrando em Psicologia Educacional/Especialista em Educação

sábado, 19 de maio de 2018

FUSO HORÁRIO - ESTAÇÕES DO ANO - LATITUDE E LONGITUDE

Vídeos temáticos.









Ademir Junior: Pesquisador/Mestrando em Psicologia Educacional/Especialista em Educação

quarta-feira, 16 de maio de 2018

domingo, 11 de março de 2018

Estações do ano










Ademir Junior: Pesquisador/Mestrando em Psicologia Educacional/Especialista em Educação

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

A história dos mapas e sua função social

A história dos mapas e sua função social
Os mapas são a mais antiga representação do pensamento geográfico. Registros que mostram que eles existiam na Grécia antiga e no Império Romano, entre outras civilizações da Antiguidade.
Os primeiros eram feitos de madeira, esculpidos ou pintados, ou desenhados sobre a pele de animais. Suas funções incluíam conhecer as áreas dominadas e as possibilidades de ampliação das fronteiras, demarcar territórios de caça e representar a visão de mundo que esses povos tinham.
Mais do que uma ferramenta de orientação e localização, os mapas se transformaram num recurso importante para a expansão das civilizações, e o seu desenvolvimento foi colocado a serviço do poder.
Por trás de todo mapa, há um interesse (político, econômico, pessoal), um objetivo (ampliar o território, melhorar a área agrícola etc.) e um conceito (o direito sobre determinada região, o uso do solo etc.).
A cartografia nunca foi uma ciência neutra, que representa exatamente o espaço ou a realidade. O mapa é uma representação adaptada da realidade, por isso, nunca é isento.

NOVA ESCOLA. A história dos mapas e sua função social. Disponível em: < https://novaescola.org.br/conteudo/347/a-historia-dos-mapas-e-sua-funcao-social>. Acesso em 09 de fev 2018.


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

PAISAGEM E FRONTEIRA

PAISAGEM
A definição para paisagem pode ser compreendida como tudo aquilo que pode ser visto, entretanto se divide em categorias.

Paisagem natural: é o termo utilizado para se referir àquelas paisagens onde há ausência de elementos culturais (tal como cidades) e para se referir aos aspectos naturais de uma paisagem, principalmente ao conjunto das relações entre seus elementos componentes (clima, estrutura geológica, relevo, solos, águas e seres.


Paisagem Cultural: O conceito é definido pela interação entre o ambiente natural e as atividades humanas, onde se criam tradições, folclore, arte e outras expressões da cultura, resultando em uma paisagem natural modificada.



As Fronteiras Políticas
As fronteiras políticas são as divisas, ou linhas imaginárias que dividem, os territórios, como países, estados, municípios. Quando se menciona a palavra “ fronteira“, qualquer pessoa automaticamente a associa aos limites estabelecidos entre os países ou às divisas que separam os estados e municípios de um país.
  

Caracterização das Fronteiras Políticas 

As fronteiras políticas indicam certo território que está sob responsabilidade de um determinado poder político, seja ele nacional, estadual, municipal ou internacional. Nos territórios assim demarcados, tais poderes exercem sua soberania, estabelecem regras de ocupação, ditam normas de comportamento, zelam pelos bens comuns e os protegem das invasões.

domingo, 8 de outubro de 2017

ÍNDIOS NO BRASIL - Quem são eles?



ÍNDIOS NO BRASIL - Quem são eles?

Duração: 00:17:37
Série: ÍNDIOS NO BRASIL
Etapa de ensino: Geral

Sinopse

Ao aprender a história do Brasil, muitas vezes a população indígena é retratada com discriminação, como um povo relacionado a atraso, preguiça e selvageria. Com isso, o contexto atual dessas etnias acaba ficando de lado. Neste episódio, integrantes das tribos Krenak (MG), Kaxinawá (AC), Ashaninka (AC), Yanomami (RR), Pankararu (PE) e Kaingang (SC) conversam sobre o assunto, mostrando seus pontos de vista sobre a forma que são tratados na sociedade.

Outras informações

Ano de produção: 1999
Público-alvo: Público em geral
Faixa etária: 07-09
Área temática: Diversidade Cultural, Antropologia, História
País de origem: Brasil
Áudio original: Áudio original
Produção: TV Escola

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

GEOGRAFIA: MILTON SANTOS






GEOGRAFIA: David Harvey - Jaime Tadeu Oliva




O professor de antropologia e geografia David Harvey, da Universidade de Nova York, é o entrevistado do Espaço Público desta semana. Britânico, Harvey é hoje um dos maiores teóricos e críticos sobre como as cidades são construídas e sustentadas. O Espaço Público aproveita sua passagem pelo Brasil, para o lançamento do livro “Para entender O Capital: Livros II e III” e também de uma série de palestras, para conversar com o professor sobre questões atuais, como mobilizações sociais, qualidade de vida das pessoas nas cidades, conflitos políticos com as ocupações de prédios e casas vazios, entre outros assuntos.

 


São Paulo: é possível harmonizar a cidade do pedestre e a cidade do autómovel?
Como funciona a relação entre o cidadão, o automóvel, as instituições e o espaço urbano? Nessa edição do Urban View receberemos o geógrafo Jaime Tadeu Oliva, que vai falar sobre o urbanismo e seus desdobramentos.
Veja também nesta edição: - Como funciona a relação entre o cidadão, o espaço urbano e o carro? - A urbanidade é uma forma de medir a qualidade de vida nas cidades?
Jaime Tadeu Oliva é doutor em geografia, professor e pesquisador do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo.
- Como o urbanismo pode ajudar no combate à violência?


REFERÊNCIAS:
https://www.youtube.com/watch?v=9f77t7SiHps
https://www.youtube.com/watch?v=g6k4FcAvPyw