segunda-feira, 28 de julho de 2014

MOEDAS DO BRASIL

Siga o link dessa informação do jornal Folha de São Paulo

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2014/07/1491164-quantas-moedas-o-brasil-ja-teve-conheca-as-que-vieram-antes-do-real.shtml?cmpid=%22facefolha%22

CRISE AMBIENTAL

CRISE AMBIENTAL
Trata-se da crise gerada pelo consumo intenso dos recursos naturais e consequente degradação ambiental. Atualmente, representa um medo para algumas pessoas de que o planeta esteja à beira de um colapso, onde a natureza não consiga mais prover o necessário para que elas continuem vivendo com seu estilo de vida de forma indefinida.
Além disso, de que o homem nem consiga mais o necessário para sua sobrevivência na Terra, devido aos anos de irresponsabilidade e negligência na sua relação com o planeta.




RELATÓRIOS DA ONU
Relatórios da ONU alertam que se o padrão de consumo e poluição não mudar, em 2025, 1,8 bilhão de pessoas sofreram diretamente com absoluta escassez de água, e dois terços da população do mundo poderá viver sob condições de estresse hídrico.
Isso sem mencionar a poluição do ar, que nas grandes cidades é o responsável por graves doenças pulmonares, ou o agronegócio que compacta e degrada, todo ano, extensas áreas com seu modelo predatório, forçando a fronteira agrícola adentrar em áreas com florestas nativas.


Modelo de consumo
O que realmente afeta o meio ambiente são as formas de consumo, desde as famílias até a produção em escala industrial. Dessa forma, a crise está no modelo de desenvolvimento econômico e de consumo que atualmente vivem as sociedades.
Nossa economia está baseada no consumo, e é nele que ela se desenvolve. Caso o consumo seja freiado, a economia freia junto, e o fantasma da estagnação econômica aparece para cada um de nós.

Sendo assim, somos responsáveis por sustentar uma cultura do que “usa e joga fora”, entrando sempre em um ciclo vicioso. De fato, precisamos evitar às tendências autodestrutivas do consumo e do desperdício ditadas pelo mercado.

domingo, 20 de julho de 2014

ENERGIAS ALTERNATIVAS: BIOMASSA, BIOGÁS, GEOTÉRMICA


As Energias Alternativas
Deste que há vida humana está depende totalmente do meio ambiente, ou seja, dos seus recursos. O Homem consume cada vez mais bens materiais e este consumo exige muito da Natureza.
Para diminuir o impacto ambiental e para contornar o uso de matéria-prima que normalmente não renovável devemos aproveitar toda a riqueza em energia renovável do nosso país, dessa forma estamos a contribuir para um mundo mais limpo e equilibrado.

BIOMASSA
Pode ser considerada biomassa todo recurso renovável que provêm de matéria orgânica - de origem vegetal ou animal - tendo por objetivo principal a produção de energia.
Entre as biomassas de cultivos agrícolas, o bagaço e a palha de cana são considerados algumas das mais importantes no contexto da agricultura brasileira, sendo aproveitadas em caldeiras para gerar energia nas usinas, além do excedente energético ter a possibilidade de ser acrescido ao sistema elétrico.

Além dos resíduos provenientes da cultura da cana-de-açúcar, a grande maioria das atividades agrícolas brasileiras gera biomassa que podem se utilizadas para a geração de energia.

No Brasil, existe ainda muito resíduo proveniente da atividade florestal sendo desperdiçado, podendo, se bem utilizado, significar um acréscimo na geração de energia principalmente para comunidades que não são beneficiadas pelo sistema elétrico nacional.




BIOGÁS: ATERRO SANITÁRIO


Também pode ser obtido através de um desenvolvimento correto de aterros sanitários, onde canais de capitação espalhados pelo aterro recolhem o biogás e levam a centrais onde o gás será processado. Alguns projetos como este estão em andamento no Brasil, porém há um alto investimento inicial para projeto do aterro.




BIOGÁS: MATERIAL ORGÂNICO

O processo consiste em se colocar todo material orgânico em uma câmara onde as bactérias processaram a massa. Em seguida esta câmara é fechada deixando apenas uma saída para os gases, que serão o resultado do processo executado pelas bactérias, esta tubulação deve ser lançada por encanamentos até um ponto de compressão ou consumo deste gás.
No Brasil, os biodigestores rurais vêm sendo utilizados, principalmente, para o saneamento rural, tendo como subprodutos o biogás e o biofertilizante.










ENERGIA GEOTÉRMICA

A energia elétrica pode ser obtida através da perfuração do solo em locais onde há grande quantidade de vapor e água quente, estes devem ser drenados até a superfície terrestre por meio de tubulações específicas. Em seguida o vapor é transportado a uma central elétrica geotérmica, que irá girar as lâminas de uma turbina. Por fim, a energia obtida através da movimentação das lâminas (energia mecânica) é transformada em energia elétrica através do gerador.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

TEORIA DE MALTHUS

Durante os séculos XVIII e XIX houve um acentuado crescimento demográfico devido à consolidação do capitalismo e a Revolução Industrial que proporcionou a elevação da produção de alimentos nos países em processo de industrialização diminuindo a taxa de mortalidade (principalmente na Europa e nos EUA). Isto fez com que os índices de crescimento da população subissem provocando discussões que culminariam em diversas teorias sobre o crescimento populacional, destacando-se o malthusianismo.

Dessa forma, preocupado com o crescente aumento da população e suas consequências socioeconômicas (aumento da pobreza e da fome), o economista Tomas Robert Malthus (1766-1834) expôs sua famosa teoria sobre o princípio da população; onde atribuía toda a culpa da caótica situação em que seu país vivia (Inglaterra), naquele momento, ao excessivo crescimento populacional dos pobres.

Assim, a solução estaria na erradicação da pobreza e da fome por meio do controle da natalidade e do planejamento familiar, portanto os governos deveriam implementar políticas socioeconômicas com intuito de controlar a taxa de natalidade das famílias – ideia defendida por Malthus.

Essa teoria, que se fundamenta na relação entre crescimento populacional e a produção de alimentos, apoia-se no princípio de que a população tende a crescer segundo uma progressão geométrica, duplicando a cada 25 anos, sendo que a produção de alimentos não acompanharia essa mesma dinâmica.

Segundo Malthus as consequências do continuo crescimento demográfico da população acabaria por gerar: fome, mortes, doenças, guerras civis, disputas por territórios, etc. Por isso, Malthus propunha que as pessoas só tivessem filhos se possuíssem terras cultiváveis para poder alimentá-los.


A teoria de Malthus possui falhas, pois a população não duplicou no período de 25 anos e a produção de alimentos se acelerou devido ao avanço e desenvolvimento tecnológico. Malthus apenas considerou as limitações da época, por isso estas teorias falharam.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

OS TEÓRICOS ILUMINISTAS

O iluminismo foi um movimento que contou com a participação de diversos pensadores. Mesmo partilhando de noções e princípios semelhantes, os teóricos do iluminismo trouxeram as mais diferentes contribuições em suas obras. Ocupando-se de assuntos diversos, seus pensadores trataram de questões morais, religiosas e políticas. De forma geral, podemos realizar uma breve amostra de seus principais personagens. 
Ilustração de O Geógrafo, por Johannes Vermer, em 1669                           





François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire (Paris, 21 de novembro de 1694 — Paris, 30 de maio de 1778), foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês. Voltaire, afirmava que todos os homens são dotados pela natureza do direito à liberdade, à propriedade e à proteção das leis. Voltaire não pode ser considerado um teórico democrata, tendo em vista suas reservas quanto à participação do povo no poder político. Atacando ferozmente a Igreja e o clero, ele acreditava que Deus não seria conhecido pelos dogmas religiosos. Somente os homens dotados de razão e liberdade seriam capazes de conhecer as vontades e desígnios divinos. Em seu livro “Cartas Inglesas”, criticou as instituições religiosas e a existência de hábitos feudais ainda presentes na sociedade européia. Mesmo sendo um grande crítico, Voltaire não defendia a revolução como instrumento de mudança. A seu ver, as monarquias dotadas de princípios racionalizantes poderiam renovar suas práticas e ações.


Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu, conhecido como Montesquieu (castelo de La Brède, próximo a Bordéus, 18 de Janeiro de 1689 — Paris, 10 de Fevereiro de 1755), foi um político, filósofo e escritor francês. Ficou famoso pela sua teoria da separação dos poderes, atualmente consagrada em muitas das modernas constituições internacionais. O Barão de Montesquieu realizou uma crítica sistemática ao autoritarismo político e aos costumes de diversas instituições europeias. No ano de 1748, discutiu as formas de governo fazendo uma análise da monarquia inglesa no livro “O Espírito das Leis”. Na mesma obra pregava que os poderes deveriam ser divididos entre Executivo, Legislativo e Judiciário. O rei deveria ser um mero executor das ações tomadas pelos poderes a serem intuídos nessa forma de governo. Dessa forma, cada setor do governo deveria agir como um freio para os outros dois.

   
Jean-Jacques Rousseau (também conhecido como J.J. Rousseau ou simplesmente Rousseau) (Genebra, 28 de Junho de 1712 — Ermenonville, 2 de Julho de 1778) foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço. É considerado um dos principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo. Jean-Jacques Rousseau defendia a tese de que os homens viviam primordialmente, em estado natural, porém conceituava esse estado de modo diferente do de Locke. Em sua obra “Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens”, Rousseau defendeu que o homem era corrompido pela sociedade e que a soberania popular e a simplicidade deveriam ser princípios básicos na ascensão de uma sociedade mais justa e igualitária. No texto “Contrato Social”, defendia o princípio no qual a vontade geral dos homens promoveria instituições mais justas. Dessa forma, suas opiniões eram de caráter mais radical. Contrário a uma vida luxuosa ele afirmou que a propriedade privada originava a desigualdade entre os homens. 


John Locke (Wrington, 29 de agosto de 1632 — Harlow, 28 de outubro de 1704) foi um filósofo inglês e ideólogo do liberalismo, sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contrato social. Procurou entender o comportamento humano,formulando a teoria da “tábula rasa”, uma expressão latina que significa “folha em branco”. Defendia que todos os seres humanos nascem desprovidos de conhecimento, o qual se forma pelas experiências adquiridas ao longo da vida, assim se tornando o produto do meio em que vive. Acreditava que as mazelas eram socialmente produzidas e poderiam ser superadas pelo homem.

A concepção liberal proprietária, marca o pensamento de John Locke que critica o Absolutismo pela justificativa do direito divino no qual os monarcas buscavam justificar seu poder absoluto. Em sua visão, um poder que não garantisse o direito à propriedade e à proteção da vida não poderia ter meios de legitimar seus exercícios. O direito natural para Locke é o direito à liberdade que, junto com o trabalho, sustenta o direito a propriedade: o Estado tem como objetivo defendê-la. Defendia a ideia da meritocracia, dizendo que toda riqueza que o homem fosse capaz de obter por meio de seu esforço individual deveriam ser, naturalmente, de sua propriedade. Locke defendeu a separação da igreja do estado.
                                                      
                          
Denis Diderot foi um importante escritor, enciclopedista e filósofo francês do século XVIII. Nasceu na cidade francesa de Langres em 5 de outubro de 1713 e faleceu em Paris em 31 de julho de 1784. É considerado uma das principais figuras do Iluminismo. Sua grande obra foi a elaboração editorial da " Enciclopédia", em parceria com d'Alembert. Diderot e D’Alembert, além de co

ntribuírem com ideias, também se preocuparam em difundir os valores do iluminismo pela Europa. Através de uma grande compilação chamada “Enciclopédia”, reuniram o saber produzido por diferentes pensadores iluministas. Subdividida em trinta e cinco volumes, essa obra condensava a perspectiva iluminista sobre os mais variados assuntos. Estabelecendo um verdadeiro movimento que ganhou o nome de enciclopedismo, o esforço de ambos conseguiu contar com a colaboração de mais de cento e trinta diferentes autores.








Cite este trabalho

SANTOS JUNIOR, Ademir B. dos. Os teóricos iluministas. Blogger, 2019. Disponível em: <https://profademirjunior.blogspot.com/2014/05/os-teoricos-iluministas.htmll>.Acesso em:

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O rio Tietê nasce a 840 metros de altitude, na cidade de Salesópolis (estado de São Paulo), situada na região da Serra do Mar. Atravessa o estado de São Paulo, na direção de leste a oeste. Ele deságua no rio Paraná, no município de Itapura (divisa entre São Paulo e Mato Grosso).


















FONTE: http://www.suapesquisa.com/pesquisa/rio_tiete.htm

Tirinha sobre o Tráfico Negreiro


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ESTUDO DA FORMAÇÃO TERRITORIAL DO BRASIL POR MEIO DE MAPAS


1. Fronteiras da República Federativa do Brasil


Vamos iniciar nossos estudos a partir das fronteiras e limites do território brasileiro, tendo em vista o ordenamento jurídico administrativo da República Federativa do Brasil. Como exemplo, vamos interpretar o mapa político do país, assim como de outros mapas em diferentes escalas, tornando possível situar a unidade escolar no município, na região administrativa e no Estado de São Paulo.
A República Federativa do Brasil é organizada em três níveis de poder: o municipal, o estadual e o federal. Assim, para estudar o território brasileiro é preciso considerar mapas em diferentes escalas, do território do município ao território da nação.
O mapa na página 3 do caderno do aluno apresenta a divisão política do Brasil. O Brasil é um país, uma nação e está no âmbito federal. Quando algo se refere como federal, devemos entender que é no sentido do país. Por exemplo, quando vemos uma informação que tal obra é realização do Governo Federal, é algo que o presidente do país determinou, tem uma abrangência maior.
O país está dividido em vários “pedaços” que chamamos de Estado. Como exemplo, temos Roraima, São Paulo, Minas Gerais.  Os estados são administrados pelos governadores. No “Mapa da divisão municipal do Estado de São Paulo”, na página 4 do caderno do aluno, observamos o Estado de São Paulo dividido em vários “pedaços”: os municípios ou cidades. Os municípios (cidades) são administrados pelos prefeitos. Como exemplo mais próximo temos Osasco, Cotia, Guarulhos, São Paulo, Santo André. Tente localizar a cidade de São Paulo no mapa da página 4.
Para enriquecer nosso entendimento, vamos analisar o exemplo da família de um menino que vive no município de Araruama, no estado do Rio de Janeiro. O vídeo “Araruama, o espelho das águas” apresenta aspectos históricos, econômicos e políticos da formação do município de Araruama, com base em situações da vida cotidiana.

            A Região dos Lagos, localizada no Estado do Rio de Janeiro, historicamente foi uma região ocupada para a produção de sal. Aos poucos, as salinas foram sendo substituídas por loteamento para a exploração turística, principalmente de segunda residência (casas de veraneio). No litoral do Estado do Rio de Janeiro, há várias formações lagunares (lagoas), principalmente na região conhecida como Região dos Lagos. Dentre elas, a Lagoa de Araruama banha seis municípios do Estado do Rio de Janeiro: Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Arraial do Cabo. A Lagoa estabelece o limite administrativo entre vários municípios fluminenses, mas não divide esses municípios. Pelo contrário, os unifica em uma mesma fronteira: a do turismo litorâneo. Apenas uma parte da lagoa de Araruama pertence ao município de Araruama, que faz limite com outros municípios cariocas, como Cabo Frio. Ainda que todos esses municípios façam parte de uma mesma realidade, por estar localizados em uma região, a da Lagoa de Araruama, com intensa exploração turística, existe limites entre os diferentes municípios.
No Brasil, os estados de maior extensão territorial são aqueles que se formaram mais tarde e que ofereciam alguma dificuldade de acesso aos exploradores, como Amazonas, Pará e Mato Grosso. O mesmo acontece com os estados de maior extensão territorial de terras indígenas: Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia. Já as maiores concentrações populacionais estão nos estados localizados na faixa litorânea (onde começou o povoamento).
2. Fronteiras permeáveis

            No estudo do território brasileiro, vamos aprofundar o estudo das fronteiras nacionais. Diferentemente da idéia de limite, o termo fronteira é mais amplo e pode ser compreendido como a margem do mundo conhecido e habitado. Neste caso, a idéia de fronteira como frente pioneira ou área de expansão em direção a territórios “vazios” ou “a conquistar” sempre foi muito forte no caso brasileiro. Contudo, a emergência dos Estados nacionais no século XVIII e processos de demarcação de terras coloniais, como ocorreu com Portugal, na América, associaram fronteira à linha de divisa entre Estados vizinhos. Ou seja, a palavra limite tem sua origem no fim daquilo que mantém coesa uma unidade político-territorial. Assim, limite é uma linha de separação abstrata, porém definida juridicamente (fator de separação), enquanto fronteira configura uma zona de contato (fator de integração).

Leitura e comparação de mapas da zona de fronteira do Brasil com seus países vizinhos
Vamos estudar a situação do Brasil na zona de fronteira com seus países vizinhos (zona de fronteira internacional), a partir de exemplos de cidades gêmeas, contíguas territorialmente com outras cidades de países vizinhos. No caso do Brasil, há inúmeras cidades na zona de fronteira, inclusive 123 delas consideradas cidades-gêmeas.
No mapa “Zona de Fronteira – Cidades e Vilas”, na página 10 do caderno do aluno, observe a faixa laranja, que apresenta a zona de fronteira. Observe os outros países.
Os únicos países sul-americanos que não possuem fronteira com o Brasil são o Chile e Equador. No caso do Chile, o contato por terra com o Brasil se estabeleceu por meio da Argentina, tendo a cidade de Mendonza como ponto de apoio para a travessia da Cordilheira dos Andes; se observarmos o mapa, podemos atravessar o Paraguai ou a Bolívia. O Equador pode ser acessado através do Peru e da Colômbia. Bolívia é a fronteira mais permeável e extensa, com inúmeras interações. No sentido do sul para o norte, observam-se grandes cidades como Corumbá, Cáceres, Vilhena e Rio Branco, localizadas na faixa de fronteira. Há uma rodovia que liga Corumbá a Santa Cruz de la Sierra. Mais ao norte, podemos observar várias cidades-gêmeas, como Brasiléia (Acre) e Guajará-Mirim (Rondônia). O estado brasileiro que possui uma ocupação mais densa na zona de fronteira é o Paraná. Fazendo divisa com o Paraguai e a Argentina, possui inúmeras cidades na zona de fronteira e um intenso comércio com os países vizinhos.
Análise das interações econômicas em zona de fronteira
Um exemplo de cidade-gêmea e as interações existentes em sua zona de fronteira é o de Guajará-Mirim, Rondônia. Ela está separada de sua cidade-gêmea boliviana Guayaramerín apenas pelas águas do rio Mamoré, como mostra a foto de satélite “Guajará-Mirim e Guayaramerín” na página 11. É possível avistar pessoas que vivem na outra cidade, na margem oposta. Apesar de essas pessoas viverem em países diferentes, elas podem fazer parte de várias interações. Do Brasil para a Bolívia circulam produtos alimentícios, calçados e eletrodomésticos. Da Bolívia para cá circulam madeira, borracha, gado bovino e castanha. As capitais Porto Velho (Rondônia) e Rio Branco (Acre) mantêm relações econômicas com a Bolívia através de Guajará-Mirim. São comercializados, principalmente, combustível e gêneros alimentícios, por via terrestre.
Outro exemplo é o caso de Tabatinga (Brasil) e Letícia (Colômbia). Diferente de Guajará-Mirim, para o viajante cruzar a fronteira internacional entre Tabatinga e Letícia não precisa atravessar um rio. Basta atravessar ou ir em frente por uma das avenidas da cidade brasileira e o visitante já se encontra em outro país, como podemos observar na foto de satélite “Tabatinga e Letícia”, na página 13. Essa é a situação cotidiana de milhares de brasileiros que vivem na fronteira. O Brasil estabelece interações econômicas com o mundo por meio de Tabatinga. Além do intercâmbio que se estabelece com a Colômbia e o Peru, por essa zona fronteiriça o Brasil conecta essa região com outros países, como os Estados Unidos e a China. Os produtos industrializados provenientes da China e Estados Unidos chegam nessa zona de fronteira através do transporte marítimo, desembarcados no porto de Manaus. De Manaus, essas mercadorias seguem para Tabatinga por via fluvial e de lá são distribuídas para o interior da Colômbia e do Peru. Em Tabatinga comercializam-se produtos alimentícios, material de construção e pescado. Em Letícia, os brasileiros compram gasolina, autopeças, cigarros e produtos eletroeletrônicos.

3. Estudo da formação territorial do Brasil por meio de mapas

Como se consolidou a formação territorial do país? Vamos analisar as ações políticas e territoriais, responsáveis pela consolidação histórica de nossas fronteiras e que culminaram em um país de dimensões continentais.
Os mapas mais antigos do Brasil revelam a forma de ocupação do território durante os primeiros séculos de dominação portuguesa: o interior da Colônia, ainda desconhecido, “enfeitado” com ilustrações indígenas, plantas e animais “exóticos”, e o litoral, que estava sendo explorado, ocupado e nomeado. Durante muito tempo, as atividades econômicas mais importantes do Brasil colonial – responsável pela produção de mercadorias extrativas e agrícolas para comercialização nos mercados europeus – permaneceram nas proximidades do mar e dos portos marítimos.
Os mapas da América Portuguesa do século XVIII revelam uma mudança muito importante: as cartas náuticas foram substituídas pelas cartas topográficas e passaram a ser valorizadas como recurso fundamental para localizar as riquezas encontradas no interior da Colônia. As cartas topográficas transformaram os conhecimentos da Cartografia em importantes instrumentos para o registro das informações obtidas do território na ocupação do interior do continente. Esse detalhamento dos mapas das terras brasileiras foi um recurso técnico fundamental para o sucesso das negociações diplomáticas que garantiram a posse portuguesa do atual Rio Grande do Sul e uma parcela considerável da Bacia Amazônica, conforme ficou estabelecido no Tratado de Madri (1750).

Introdução à comparação de cartas seiscentistas
A configuração do território mudou ao longo do tempo, por isso é importante estudar os mapas históricos para compreender como ocorreu esse processo.
Os mapas mais antigos do Brasil e da América do Sul revelam a forma de ocupação do território pela Coroa Portuguesa durante as primeiras décadas da colonização. Observe o “Planisfério de Ptolomeu, 1486”, nas páginas 20 e 21 do caderno do aluno. Cláudio Ptolomeu viveu no século II e era geógrafo, astrônomo e matemático alexandrino. Ele escreveu duas grandes obras: “Composição matemática, estudo sobre Astronomia” e “Geografia, um manual com instruções para a elaboração de mapas e uso de projeções”. A obra de Ptolomeu foi conservada pelos árabes e introduzida no ocidente durante a Idade Média. Mantida nas bibliotecas européias, seus mapas representam a visão que os europeus tinham do mundo pouco antes das grandes navegações, com base nos conhecimentos acumulados desde a Grécia antiga e era a principal fonte de consulta para o estudo do mundo conhecido antes das grandes navegações. Essa edição se encontra na Biblioteca Nacional.
            Os continentes conhecidos pelos europeus eram Europa, Ásia e África. As ornamentações da moldura do mapa eram pessoas soprando o vento (deuses do vento). Essas figuras, desenhadas na decoração do mapa, estão associadas com o uso das cartas nas navegações (eles usavam as direções dos ventos e das marés para orientação). Para os europeus daquela época, não existia a América.
            O segundo mapa da série, o “Planisfério de Wytfliet (detalhe), 1597”, na página 22 do caderno do aluno, é considerado o primeiro atlas americano, rico em detalhes, principalmente ao se considerar o traçado de alguns rios. Seu autor foi um belga que simplesmente inseriu na base cartográfica de Ptolomeu as terras recentemente descobertas. Os elementos geográficos da América do Sul utilizados na representação desse mapa eram rios e montanhas e as duas principais bacias hidrográficas representadas no mapa eram a Bacia Amazônica e a Bacia do Prata.

Preparação da leitura e comparação de cartas seiscentistas
Os mapas seiscentistas apresentam um rico detalhamento de informações sobre o litoral brasileiro.
Se observar um mapa do relevo brasileiro atual, preste atenção nas bacias hidrográficas: percorra o curso d’água do rio Amazonas e depois do rio Paraná, desde a nascente até a foz. Faça o mesmo procedimento para reconhecer o trajeto percorrido por outros rios brasileiros, como o São Francisco, o Araguaia e o Tocantins. Esses três últimos rios correm no sentido sul-norte (representados cartograficamente, na folha de papel, como se fosse um traçado “de baixo para cima”). Nem “tudo que está em cima desce”. O mapa é apenas uma representação e, portanto, vocês devem considerar o traçado em solo.
Para finalizar essa leitura exploratória, vamos estudar o “Planisfério de Cantino,1502”, nas páginas 24 e 25, e o mapa “Terra Brasilis”, de Lopo Homem nas páginas 26 e 27: as desembocaduras dos rios das principais bacias hidrográficas eram referências para a navegação costeira no novo continente. As informações mais precisas que os portugueses possuíam das novas terras, em 1502, conforme registro no “Planisfério de Cantino” é o traço da linha de Tordesilhas, que dividia as possessões das novas terras e as que porventura fossem descobertas pela Espanha e Portugal. Do novo continente, já estão traçados, dentro da precisão da época, o perfil atlântico do Brasil e, de forma bem detalhada, as ilhas do Caribe. Trata-se de uma carta náutica, na qual é possível observar o traço da direção dos ventos em toda a superfície representada. Já em 1519, em “Terra Brasilis”, de Lopo Homem também há os rumos dos ventos, mas o detalhamento das informações da costa brasileira é muito maior, inclusive com a indicação dos nomes de inúmeras localidades. As ilustrações ornamentais desses dois mapas, tecnicamente chamadas iluminuras, complementam as informações mais precisas do mapa com uma série de aspectos pitorescos como naus, caravelas, cidades, homens e animais, desenhados de maneira figurativa. Os pontos extremos do avanço português, tanto para o Norte como para o Sul foram a foz do Amazonas (Norte) e a foz da Bacia do Prata (Sul).
A interpretação dos mapas é uma habilidade muito importante para a compreensão da Geografia: é a transposição de um conhecimento expresso em uma linguagem para outra.

Leitura comparativa de cartas dos séculos XVII e XVIII: a ocupação do interior
O acervo documental dos séculos XVII e XVIII é bastante rico em detalhes em função da forte expansão dos portugueses em direção ao interior da América. Alguns traços comuns nas narrativas são as situações que ocorreram no litoral, envolvendo embarcações ou o contato com indígenas. As cartas e diários, como fonte de registros históricos, são importantes porque não havia outra forma de comunicação naquela época. Hoje, as formas de comunicação do mundo atual (internet, rádio, televisão) facilitam a disseminação de novas idéias e notícias.
Além dos mapas, muitas bibliotecas, arquivos e museus do Brasil e de Portugal possuem documentos como cartas e diários de bordo, importantíssimos para o estudo da História e Geografia de nosso país. Este é o caso do material existente no Arquivo Nacional que, a exemplo da Biblioteca Nacional, possui um site muito interessante – um exemplo das novas formas de comunicação e de divulgação das informações no mundo contemporâneo.
A carta “Contato entre brancos e índios”, nas páginas 29 e 30 no caderno do aluno, foi extraída desse site e retrata as condições sob as quais os portugueses viviam nas localidades distantes do litoral. Os personagens envolvidos na situação são padres, bandeirantes e índios. O autor da carta escreve para seus superiores a respeito do receio de um padre de viajar por alguns caminhos onde vivem índios hostis aos portugueses. Segundo relato do padre, quando houve a tentativa de aproximação, os desbravadores foram atacados pelos índios, o que exigiu o uso de armas de fogo. A ocupação portuguesa no interior da América não foi pacífica. O fato ocorreu nas proximidades de Cuiabá, em 1820.

Leitura comparativa de mapas dos séculos XVII e XVIII: demarcações a serviço da diplomacia
            Se compararmos mapas do século XVII com o mapa das entradas e bandeiras (séculos XVII e XVIII), identificamos alguns elementos geográficos comuns: os rios conhecidos eram os da Bacia do Prata e da Bacia Amazônica. A zona de contato entre essas duas bacias era a região do Pantanal, indicada nos mapas como um grande lago no interior do Brasil. A maioria dos lugares identificados (com nome) está localizada no litoral. Os portugueses conheciam, do território paulista, seguindo o traçado dos rios Paraná e Paranapanema, algumas cidades e povoados criados no litoral paulista, como Itanhaém e São Vicente. As ruínas de missões jesuíticas, nos atuais territórios do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, estavam localizadas ao sul da capitania de São Vicente. Nessas regiões, jesuítas espanhóis haviam ensaiado fixar o índio à terra, por meio da catequese. Vila Rica, por exemplo, possuía 45 mil habitantes, quando foi invadida e destruída pelo bandeirante Raposo Tavares, em 1628. Os mapas eram importantes para a consolidação das posses portuguesas e indicavam os principais caminhos adotados na exploração do interior do continente.
Uma idéia importante para o desenvolvimento do conceito de território é a diferenciação entre fronteira e limite:
- Fronteira é mais amplo e pode ser compreendido como a margem do mundo conhecido ou habitado. Neste caso, a idéia de fronteira como frente pioneira ou área de expansão em direção a territórios “vazios” ou “a conquistar” sempre foi muito forte no caso brasileiro. Contudo, a emergência dos estados nacionais no século XVIII e processos de demarcação de terras coloniais como ocorreu com Portugal na América associaram fronteira à linha de divisa entre estados vizinhos; configura uma zona de contato (fator de integração).
- Limite tem sua origem no fim daquilo que mantém coesa uma unidade político-territorial; é uma linha de separação abstrata, porém definida juridicamente (fator de separação).
As diferenças entre fronteira e limite são essenciais, uma vez que a primeira é orientada para fora (forças centrífugas) e a segunda para dentro (forças centrípetas).
Observando os mapas utilizados para a demarcação dos limites territoriais do Brasil, no século XVIII, identificamos o que estava em discussão entre Portugal e Espanha: a definição do traçado de linha divisória. Esses mapas indicavam inúmeros acidentes geográficos, necessários como pontos de referência da documentação diplomática (amigável). Os rios ou as cadeias montanhosas foram utilizados para a demarcação dos limites territoriais do país.
Contudo, a emergência dos estados nacionais no século XVIII e processos de demarcação de terras coloniais como ocorreu com Portugal na América associaram fronteira à linha de divisa entre estados vizinhos.

4. Estudo da formação territorial do Brasil por meio da literatura: o contexto cultural

A narrativa proporciona aos leitores uma viagem imaginária para o interior do mundo relatado. É uma espécie de mapeamento da experiência cotidiana vivenciada por alguém, em algum lugar. Enredo, personagens, tempo, lugar, foco são alguns dos elementos profundamente interligados numa narrativa que se complementa no todo da história. Vamos explorar esse universo literário para a ampliação do nosso horizonte geográfico por meio da diversificação de linguagens.

Leitura e comparação de mapas do Rio Grande do Sul do século XVIIIl
Um exemplo de dimensão cultural das fronteiras políticas é o Rio Grande do Sul. Seu território é resultado da história ocorrida a partir da destruição das missões jesuíticas por tropas portuguesas e o tenso contato com as comunidades indígenas e a América espanhola em seus arredores. O contexto regional, no qual estavam inseridos os gaúchos no século XVIII, justifica a condição de isolamento da fronteira gaúcha, distante milhares de quilômetros das outras cidades e de povoados portugueses, numa zona de fronteira politicamente instável, como observamos nos mapas “Rio Grande do Sul: primeira metade do século XVIII” e “Rio Grande do Sul: campanha gaúcha do século XIX” nas páginas 34 e 35 no caderno do aluno. Por exemplo, os empreendimentos portugueses naquela época eram a construção de fortificações e a fundação de povoados como Rio Grande de São Pedro (Porto Alegre).
Observando esses mapas citados, percebemos que a ocupação portuguesa ocorre do litoral para o interior. A Vila do Rio Grande de São Pedro, que dá origem a Porto Alegre, era o povoado mais antigo, além de algumas fortificações. No final do século XIX, vários povoados já existiam nas proximidades do Rio Uruguai, como São Borja, aproximando os limites territoriais gaúchos da atual forma do Rio Grande do Sul.

Leitura comparativa de textos de obras romanescas gaúchas
            Segundo o Atlas de representações literárias do IBGE, não faltam exemplos de boas narrativas do povo da fronteira no Rio Grande do Sul. A condição de fronteira conquistada e o forte sentimento de pertencimento do povo gaúcho marcaram profundamente a Geografia, a História e a literatura do Estado.
Vamos “mergulhar” no universo cultural da fronteira, lendo um fragmento dos “Contos Gauchescos” de Simões Lopes Neto, na página 37, no primeiro quadro, do caderno do aluno e de um outro do romance, “Um quarto de légua em quadro”, de Luiz Antônio de Assis Brasil, na página 38. Coloque-se no lugar dos personagens ou do narrador da história. Que sentimentos a narrativa desperta? Medo? Curiosidade perante o desconhecido?

Leitura comparativa de textos de obras romanescas gaúchas: o ambiente do Sul do país
Para aprofundar o conhecimento do universo imaginário da fronteira, a sugestão é o contato com a obra de Érico Veríssimo, especialmente “O tempo e o vento”. Trata-se de uma trilogia dividida em “O continente”, “O retrato” e “O arquipélago”, com uma abrangência histórica de duzentos anos. No trecho selecionado abaixo, o autor narra a relação do tempo com o lugar explorando a ligação entre a formação do território e o enredo:
               

“Uma geração vai, e outra geração vem; porém a terra para sempre permanece. E nasce o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar donde nasceu. O Vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte continuamente vai girando o vento, e volta fazendo circuitos”
VERÍSSIMO, Erico. O tempo e o vento: o Continente. Volume I.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p.32. © Herdeiros de Erico Veríssimo.



            Outro trecho está na página 37, no primeiro quadro, do caderno do aluno.
            Como a obra literária pode ser compreendida como resultado de uma busca incessante de uma linguagem que dê conta de expressar a realidade para as pessoas nela inseridas? A apreciação da manifestação artística também é de interesse da Geografia, pois amplia a nossa capacidade de percepção do mundo. Além de inferir aspectos da ambientação do lugar, temos a oportunidade de expressar adequadamente nossas idéias e respeitar as idéias dos outros.

Mapa Mundi de Ptolomeu, 1486

Mapa Mundi de Ptolomeu

O mapa mundi de Ptolomeu possui as coordenadas geográficas incorretas, os ventos são representados por cabeças, Nesse mapa há apenas três continentes; a linha o Equador está representada.

O oceano Índico é cercado por terra, e a maior parte do planeta é de terra. Hoje sabemos que a maior parte de nosso planeta é coberta por água.


Ptolomeu conseguiu desenhar todos esses dados sobre Europa, Ásia e África, baseados nas referencias de viajantes e mercadores, e no material coligido por geógrafos anteriores.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Sobre o Imperialismo Cultural e Econômico dos EUA

O objetivo principal do imperialismo cultural é a exploração política, econômica e cultural da juventude. O entretenimento imperial (EUA) e a publicidade alvejam pessoas jovens, que são mais vulneráveis à propaganda comercial americana. A mensagem é simples e direta: modernidade é associada com o consumir de produtos dos norte-americanos.

Ou seja, os Estados Unidos exercem uma forte influência cultural sobre vários países da América latina, inclusive o Brasil. Os jovens brasileiros, por exemplo, estudam inglês, usam marcas de roupas e calçados americanos, ouvem cantores e bandas estadunidenses, veem filmes e seriados daquele país e sonham passar férias em Miami e na Disney.


Portanto, desaliene-se o imperialismo não pode ser entendido meramente como um sistema econômico-militar de controle e exploração. A dominação cultural é uma dimensão integrante de qualquer sistema sustentável de exploração global.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Como analisar uma pirâmide etária.

SOBRE A PIRÂMIDE ETÁRIA


Considere, sempre, que a população jovem, que aparece na base da pirâmide, está entre 0 e 19 anos; a adulta, localizada no corpo, está entre 20 e 59 anos e a população idosa, localizada no topo (ou ápice) é a que está acima dos 60 anos. Quais são as principais características da pirâmide.

- população predominantemente jovem (pois a base é bastante larga);
- elevada taxa de mortalidade (a pirâmide se afunila rapidamente);
- baixa esperança de vida (poucos chegam à idade madura, veja o topo estreito);
- cada lado indica um determinado gênero (Homens e Mulheres);

- essas características evidenciam um país subdesenvolvido (pirâmide em formado nitidamente triangular).


Políticas públicas em favor de idosos

Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 20,6 milhões de idosos. Número que representa 10,8% da população total. A expectativa é que, em 2060, o país tenha 58,4 milhões de pessoas idosas (26,7% do total). O que explica esse aumento não é só a melhoria da qualidade de vida, que ampliou a expectativa de vida dos brasileiros, que pulará de 75 anos em 2013 para 81 anos em 2060 - com as mulheres vivendo, em média, 84,4 anos, e os homens 78,03 anos -, mas também a queda na taxa de fecundidade dos últimos 50 anos, que passou de 6,2 filhos nos anos 1960 para 1,77 (estimativa) em 2013.

A MULHER NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo IBGE em 2013, indicam que viviam no Brasil 103,5 milhões de mulheres, o equivalente a 51,4% da população.
A expectativa de vida também aumentou, enquanto em 1980 a mulher vivia, em média, até 65 anos, em 2010 a estimativa subiu para 77 anos de idade. 
O número de filhos também mudou. Em 1980, a média era de 4 filhos por mulher e agora é de um a dois filhos. Segundo o IBGE, a média de filhos pode variar em função dos inúmeros processos sociais em que as mulheres estão inseridas como: urbanização; modernização da sociedade em seus aspectos culturais, econômicos e sociais; difusão de meios anticonceptivos; oscilações da renda familiar; mudanças dos padrões de consumo. 
As mulheres também estão esperando mais tempo antes de terem filhos. A maior diferença aparece no grupo das jovens adultas entre 25 e 29 anos. Nesta faixa etária, no ano 2000, 69,2% das mulheres tinham filhos e em 2010 esta proporção caiu para 60,1%.

A gravidez na adolescência diminuiu três pontos percentuais nos últimos dez anos: 14,8% (2000) para 11,8% em (2010).