Tarsila
do Amaral foi uma artista
plástica brasileira do movimento modernista. Nasceu em
Capivari, interior de São Paulo, no dia 1 de setembro de 1886. Em 1922, ano
da Semana da
Arte Moderna, Tarsila participou do Salão Oficial dos Artistas da França, tão logo, conheceu o
escritor modernista Oswald de Andrade.
Tarsila
do Amaral, junto a outros artistas do período tiveram como objetivo criar um
tipo de arte nacional, em outras palavras, uma oposição como uma forma de se
afastar dos modelos europeus, quando surgiu um movimento estético tipicamente
brasileiro.
No caso de Tarsila à Antropofagia que está inspirado no quadro (Abaporu, 1928) cujo nome em tupi significa homem que come gente (canibal ou antropófago), em outras palavras, homem que se alimenta de carne humana, faz uma referência a historicidade colonial tipicamente brasileira. É uma pintura símbolo do Movimento Modernista Brasileiro, pois a artista retratou um Brasil moderno e colorido.
No quadro, Tarsila do Amaral pintou o Brasil com sua fauna e flora levando essa identidade nacional para o cenário artístico mundial, o quadro em particular apresenta uma figura solitária, monstruosa, pés imensos, sentada numa planície verde, o braço dobrado num joelho, a mão sustentando a cabecinha-minúscula. Em frente a um cacto (característica do bioma da caatinga) explodindo em uma enorme flor. Ao fundo, o céu azul, e o sol, um círculo amarelo, entre a figura e o cacto, de cor esverdeada.
Essas
cores remetem as cores da bandeira brasileira.
Tarsila valorizou o trabalho braçal (corpo grande) já que na época, esse
trabalho tinha maior impacto, pois as pessoas vinham de todos os cantos do país
para trabalhar em São Paulo, nas indústrias (uma característica do processo
migratório) e desvalorizou o trabalho
mental (cabeça pequena) na obra, pois era o trabalho braçal que tinha maior
impacto naquela época. Essa
representação sugere o homem plantado na terra.
É a figura de pés grandes, plantados no chão brasileiro, sugerindo a ideia da terra, do homem nativo, selvagem, antropófago, como o próprio nome Abaporu indica, em sua tradução, do tupi, homem que come carne humana.
Ademir Junior: Pesquisador/Mestrando em Psicologia Educacional/Especialista em Educação